Faz pouco mais de um ano que retornei definitivamente para Brasília, onde nasci e vivi por 24 anos. Digo definitivamente, porque interrompi a fase de idas e vindas ao quadradinho de concreto, que perdurou por mais de duas décadas. Passei praticamente metade da vida cruzando as BRs 040 e 050 em viagens de ônibus.
Após uma temporada no Rio de Janeiro, onde me formei em Filosofia, e outra em São Paulo, onde me tornei editor de livros, retorno a Brasília para ajustar algumas contas e aparar algumas arestas.
Na bagagem, além do diploma e da experiência profissional, trouxe mais de 1000 livros, títulos que compõem a minha biblioteca pessoal, as publicações da editora @mapaeditorial e os exemplares das obras que escrevi.
Aqui, retomo gradualmente minha rotina de estudos, de trabalhos e de publicações. O retorno sempre envolve um período de adaptação e reconhecimento de território. Retornar demora, não significa apenas deslocamento, mas, principalmente, pertencimento. Após um ano, sinto-me novamente integrado à cultura cerratense. E os frutos dessa reintegração já podem ser vistos e usufruídos.
Desde 2023 venho publicando autores de Brasília. Tive o prazer de trabalhar com a Vanda @vanda_lucena_afrodite_se , o Rogis @rogismaic , a Ioleth @ioleth2022 e de lançar meu terceiro livro aqui, por meio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) do Distrito Federal.
“Fugir, mas fugindo, procurar uma arma”, declarou Deleuze, em uma de suas entrevistas.
Da minha fuga de Brasília, retornei com livros. A arma que mais desestabiliza.


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